Por Redação | Pensata
23:42 - 21/05/2013

A Gralha que voa e canta

Primeiro jornal paranaense desenvolvido exclusivamente para a internet traz marcante conteúdo progressista

A Gralha vem cantar em homenagem singela e provocativa. Trata-se da ave-símbolo do Paraná. Aquela que planta (ainda, esperamos todos) nossas araucárias. Aquela mesma que os mais velhos puderam ver em gaiolas enfeitando agências do falecido Banestado, lá pelos anos 70, quando a questão ambiental não entrava nem a pau, Juvenal, na agenda das autoridades.

O pássaro é conhecido pelo estardalhaço que costuma promover, daí os paranaenses terem constante em seu vocabulário o verbo gralhar, que, num sentido mais amplo, significa reclamar, contestar, criticar, espalhar, multiplicar, divulgar aos quatro ventos.

As gralhas estão desaparecendo, como os homens de bem.

Pois esse belo e interessante bípede voador dá nome ao primeiro jornal paranaense criado especialmente para a internet, não se devendo confundi-lo com os blogs e sites de notícias que pululam na web. Esses têm lá seu merecido espaço. Nós buscamos o nosso. A Gralha vem à rede com cara de jornal, pois é o que é: jornal. Seu desafio vem magistralmente escrito e descrito pelo amigo e professor Emerson Urizzi Cervi (leia aqui) - ele também jornalista, de boa pena -, nesta mesma seção Pensata. Não convém bater cabeça com o são-paulino Emerson.

Fiquemos, pois, numa pequena declaração de princípios, que, a partir daqui, vai nortear o voo da Gralha, ainda que, logo de cara, ou melhor, de bico, possamos perder leitores sem nem sequer tê-los angariado.

Pois A Gralha parte o ovo e toma prumo e rumo desde logo identificando-se com os movimentos sociais, as ONGs do bem, os sindicatos sérios, as associações cidadãs. Os governantes que têm agenda definida, com políticas públicas claras e progressistas. Os políticos à esquerda do atual espectro ideológico da cena brasileira, que assumem suas posições e combatem com lealdade na arena da democracia - nossa jovem e ainda imatura democracia, que ainda não fez bodas de prata com o povo.

Se tem posição – ou posicionamento, como bem explicam os publicitários -, A Gralha chega à cena de garrinhas afiadas e bico pontudo para combater o bom combate. Não vai dar trégua aos picaretas de sempre e vai, com as limitações de quem começa pequeno, investigar, denunciar e cobrar. A Gralha se recusa a praticar o jornalismo declaratório, que apenas reproduz o que dizem os bacanas da política, como se sua verborragia (a deles) trouxesse algo de interessante e útil à realidade, à sociedade, ao País.

Se você, leitor, que nos honra com a visita, olhou com atenção nosso menu de temas, verá que vamos valorizar áreas bem variadas, aqui com a novidade de garantir bom espaço para a saúde individual, a fotografia e o humor. Vamos dar a merecida atenção ao meio ambiente, à universidade, à pesquisa e à realidade científica. Aos sem-terra e aos índios. Aos professores, estudantes e agricultores familiares. Aos yogues e atletas amadores. Aos filósofos e cientistas políticos. Aos defensores dos animais. Aos poetas e sonhadores. Certamente aos anônimos habitantes das cidades. E a você, claro - caro e raro leitor, certamente inserido numa dessas categorias.

Obviamente, A Gralha precisará arrecadar recursos financeiros para se sustentar. Não há papel, gráfica, distribuição e outros custos da imprensa convencional. Também não há folha de pagamento, pois os jornalistas relacionados em Quem somos são, além de patrões de si mesmos, repórteres, editores, arteiros - mais seus colaboradores voluntários. Dia virá. Bem...

Mas não há venda em banca, não há assinaturas, não há conteúdo total ou parcialmente fechado. O conteúdo por nós produzido e o por nós publicado - por meio de parcerias e e agências confiáveis, sempre autorizado -, é totalmente aberto. Está liberado para multiplicação, desde que citada a fonte.

Que não se fale, evidentemente, em matéria paga, venda de proteção, jabaculê. Temos apenas nossos espaços para anúncios, que jamais se confundirão com o espaço editorial. A Gralha busca parceiros, mas desde já gralha que não vai anunciar transgênicos, armas de fogo, produtos de empresas que não respeitam o meio ambiente, a saúde dos humanos e dos animais, os direitos do consumidor. Sobrou pouco.

Pretensiosa essa Gralha, não? Não. Trata-se apenas de chegar ao mercado e ao leitor, como chega, com uma proposta comercial clara, sincera e honesta como é sua agenda editorial. Acreditamos ser possível sobreviver nesse novo e desafiador universo pautados pela coerência, honradez e, por que não?, animadora teimosia.

Contamos com você, com sua leitura diária a fim de empurrarmos A Gralha para um voo cujo bater de asas seja seguro e o canto do nosso jornal, teimoso e emocionante como o de nossa mascote inspiradora.

A Gralha gralha para agradecer o incentivo do jornalista e amigo Leonardo Attuch, idealizador e publisher do Brasil 247, do qual somos parceiros no compartilhamento de conteúdos. Ao Sérgio Leandro Mainardes, que deu conosco os primeiros passos dessa caminhada. Ao Julio e à Aline, da Légulas, que desenrolaram os fios de nossas meadas mentais e montaram o layout e o organismo do jornal. Ao Otávio Guimarães, sul-matrogrossensse recém-adotado por Curitiba - pelo desenho do bichinho, enfático, quase irado, um ex-libris de primeira -, e à Fabiane Mottin, pela adequação e finalização da arte do título do jornal.

A Gralha bate suas asinhas ao apoio, torcida e colaborações de Dimitri do Valle, Luiz Lomba, Roseli Andrade, Elisa Rossato, Camila Moraes, Lorena Klenk, Marisa Valério, Ed Carlos Rocha, Xixo Ramos, Carol Proner, Montezuma Cruz (Campo Grande), Cida Stier, Adélia Lopes, Edmundo Inagaki, Joka Madruga, Zé Beto, Sérgio Zac (Dublin), Adriane Perin, Renato Rodrigues, Hélio Teixeira, Eduardo Zifchak, Emerson Cervi, José Maschio, Aroldo Murá, Maigue Geths, Geraldo Doni Jr., Carlão Oliveira, Martha Feldens, Irene Zwetsch (Basel), Carlos Mosquera, Mário Akira, Sara Arzua, Ruth Bolognese, Gustavo Kipper, Valério Fabris (Belo Horizonte), Dirceu Pio (Vinhedo – SP), Márcia Marques (Brasília) e mais um bom punhado de seres humanos da melhor qualidade.

A Milton Ivan Heller, Firmino Dias Lopes, Aloar Odin Ribeiro e Zoilo Martinez de Vega.

Em memória de José Eugênio de Souza, Júlio Alípio Beghetto, Pedro Franco Cruz e Estélio Feldman.

E vamos que vamos.

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